sábado, 1 de dezembro de 2012

SÍNTESE DO DOCUMENTÁRIO: PRO DIA NASCER FELIZ DO DIRETOR JOÃO JARDIM



         O documentário Pro dia nascer feliz apresenta a realidade de algumas escolas em diferentes regiões do Brasil, como as da região nordeste e sudeste, mostrando assim a relação entre professor e aluno, as dificuldades educacionais de ensino e aprendizagem enfrentadas por eles em um contexto bem complexo envolvendo questões sociais, culturais, econômicas, políticas e ideológicas. Podemos então analisar estas questões associando-as a problemática do currículo.
         A escola de Pernambuco no nordeste como já poderíamos esperar tem uma educação bem precária, uma estrutura escolar que deixa muito a desejar, pois faltam condições básicas de higiene, que causam um impacto nos alunos ao se depararem com essa triste realidade
         Podemos perceber que os professores e alunos se encontram desmotivados e sem interesse, e os alunos que demonstram interesse na aprendizagem acabam desenvolvendo de uma forma independente a absorção do ensino. Uma das alunas relata que faz textos poéticos, mas a professora não acredita que foi ela a autora desse trabalho. Nessa situação notamos que um currículo tradicional e fechado está presente, pois o professor se vê como o único detentor de conhecimento, vendo no aluno um ser incapaz de produzir conhecimento. Observamos também que não há uma troca de conhecimento entre ambos.
         Já em uma segunda escola em São Paulo observamos uma melhora na estrutura física, mas os problemas educacionais são os mesmos. Destacaremos um deles: uma aluna relata que não dá para programar um cinema ou teatro na escola por falta de dinheiro. Notamos que nesse relato os alunos são privados de desenvolver atividades culturais por questões financeiras, assim é notável a presença de um currículo que não atende a realidade dos alunos, pois não viabiliza a condição necessária para promover a mudança dessa situação, possibilitando, então a prática dessa atividade aos alunos.
         Já uma escola católica de classe média alta em São Paulo poderia não ter problemas, mas essa condição ampla de recursos não a torna isenta de dificuldades educacionais. Notamos que nessa escola há notas baixas, pois os alunos se preocupam com outras coisas. Como uma aluna que diz que é chamada de muito estudiosa, sendo criticada por não namorar. Outros alunos reclamam da ausência dos pais, por serem muito cobrados pelos pais e por eles mesmos. Questionam por não terem muitas de suas perguntas respondidas. Observamos nessa situação um currículo que só valoriza os conteúdos, sem valorizar a subjetividade dos alunos, o que causa uma espécie de desmotivação e depressão nos alunos em relação aos estudos. Notamos também a não participação familiar na vida diária e educativa dos estudantes, necessitando assim que a escola trabalhe essa relação família, escola e aluno.
         A última escola traz a junção de todos os outros problemas das demais, porém apresenta uma violência extraclasse e familiar, o que acarreta também um insucesso escolar em várias situações.
         O documentário apresenta a fala de um estudante que desabafa que se o ensino fosse bom não precisaríamos de cotas em universidades brasileiras. Observamos então que é uma situação que deve ser bem analisada por nossos governantes para resolver a questão do fracasso escolar em nosso país.
         Algumas atividades educativas que foram apresentadas no documentário como fanzine, o grupo afro brasileiro, que desenvolvem a criatividade dos alunos através da expressão intelectual e musical, vem demonstrar a construção de um currículo que valoriza as multiplicidades, subjetividades, diversidades culturais promovendo a motivação dos alunos independentemente da classe social que eles ocupam.
         Enfim a problemática educacional e curricular presente nas escolas necessitam de mudanças urgentes e reais para que não haja apenas uma maquiação dos dados repassados à sociedade. É uma questão que envolve todos os setores sociais.


Joanna Katiuscia Gomes – Aluna do curso de Pedagogia da UESPI.

DOCUMENTÁRIO: JANELA DA ALMA DE WALTER CARVALHO E JOÃO JARDIM



         O documentário apresenta vários posicionamentos de pessoas com dificuldades visuais, onde se observa pessoas com baixa visão, cegas e outras que usam óculos e lentes. Cada uma delas relata o que pensa sobre a forma como elas veem o mundo a sua volta.
         Comprova-se então a frase “Cada experiência de olhar é um limite“ (Paulo César Lopes), pois cada pessoa tem sua maneira de vê o mundo a sua volta procurando individualmente sentir o que está a sua volta através de outros sentidos. Assim pode-se dizer que cada pessoa tem a sua ideia de mundo conforme o que ela busca sentir, observar e ouvir diariamente.
         No documentário nota-se que alguns gostam de usar os óculos como se fosse um órgão de seu corpo e não conseguem se separar deles em nenhum momento. Já outros precisam usar, mas tem vergonha dos óculos. Outros se adaptaram ao uso de lentes e outros não.
         No mesmo observam-se posicionamentos de pessoas famosas como cineastas, atores que mesmo com a dificuldade visual conseguem sucesso naquilo que fazem.
         Janela da Alma se torna importante para os estudos antropológicos no sentido de analisar a diversidade presente em cada pessoa comprovada em seus posicionamentos. E para os estudos pedagógicos no sentido em que o profissional da educação procure conhecer, analisar, compreender como trabalhar com os  educandos com dificuldades visuais, levando em consideração suas individualidades e particularidades no sentido de vê o mundo através do sentir.

         Joanna Katiuscia Gomes - aluna do Curso de Pedagogia da UESPI.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

       Aprender a educar é buscar no seu interior a força que move a conquista de um ideal, firmado na contemplação do dever cumprido para com os educandos e com a sociedade. Que não se limita no dia a dia, mas que se resume em viver aprendendo para a realização de um trabalho cada vez mais gratificante, cheio de horizontes alcançados.


           Joanna Katiuscia Gomes
A alegria do Senhor é a minha força.