segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
HISTÓRIA SOCIAL DA CRIANÇA
COMENTÁRIO
Platão escreveu vários diálogos com personagens infantis de pouca idade, alguns bem falantes e outros sem fala. Faz observações sobre a infância nos aspectos éticos, políticos e educacionais. Segundo Platão a educação tem fundamentos políticos, sendo a educação que determina o caráter justo ou injusto de uma #pólis. Sem uma mudança política profunda não há uma mudança educacional profunda.
Para Platão os adultos já educados não tem jeito e a solução para as transformações políticas que a #pólis exige passa fundamentalmente pela a educação da infância. A criança é um membro potencial da pólis e será o futuro cidadão, e quanto mais cedo for educado mais o educador terá sucesso nesse trabalho de educar.
A filosofia afirma uma infância ligada a outra temporalidade que a das etapas da vida, a sucessão e extensão. A infância é pensada mais como condição do que como fase, como dimensão mais do que como etapa. Portanto é colocada do lado da experiência, do acontecimento, da ruptura da história, da revolução da "resistência e da criação.
A filosofia para crianças busca formar pessoas mais críticas, democráticas, reflexivas para se obter um mundo melhor.
COMENTÁRIO
SOCIOLOGIA DA INFÂNCIA: Correntes e Confluências
O sentido da sociologia da infância está em compreender a sociedade a partir do fenômeno social da infância. Os estudos contemporâneos sociológicos da infância mesmo em renovação caminham lado a lado com a invisibilidade das crianças como atores sociais.
As crianças como um tema nunca tiveram ausentes do pensamento sociológico e da disciplina em si, porém o estatuto de objetos sociológicos e a infância considerada como categoria social só se desenvolveu em fins do século XX, com mais incremento no início da década de 90.
A infância vista como uma geração em que os adultos transmitem sua cultura é denominada teoria da socialização de Emile Durkheim (1972 a 1938) o que constituiu um objeto importante no pensamento sociológico. Já a análise da infância em si mesma e como categoria social é mais recente e é denominada corrente de Noua Sociologia da Infância para designar os estudos mais renovados nessa área.
A sociologia da infância é uma disciplina que vem se dissociando da sociologia da educação e da sociologia da família, mas mantém uma interligação entre elas. A sociologia da infância faz uma construção contemporânea e reflexiva da realidade social, se preocupando com a totalidade da realidade social e que as crianças constituem uma porta de entrada para a compreensão da realidade em que vivem.
As diferentes correntes, abordagens e teorias da sociologia da infância assinalam a especificidade de uma reflexão teórica sobre a infância ainda que aja a contribuição da psicologia, antropologia e da sociologia da educação.
COMENTÁRIO
INVISIBILIDADE HISTÓRICA
O texto apresenta que o interesse histórico pela infância é recente, pois o sentimento de infância só veio aparecer em meados da era moderna. São encontradas apenas referências autobiográficas sobre a infância no olhar crítico do adulto registradas em testamentos, diários, documentos funerários e em evocações novelísticas relatam a presença de crianças em épocas passadas. O que caracterizava a criança como a margem da sociedade.
O texto relata que existiam concepções presentes na ausência da consciência da infância, durante a idade média e pré-moderna que foram alteradas com o capitalismo, criação da escola pública, crise teocêntrica, advento do racionalismo. Assim na idade moderna a consciência da infância passou a entender a criança não como um ser imperfeito, incompleto, miniatura do adulto, mas sim como uma fase própria do desenvolvimento humano.
Observa-se que surgiram várias concepções em relação a criança, pois comprovou-se que a cultura molda a criança, não havendo uma natureza universal para a criança. Assim precisa-se valorizar a heterogeneidade, religião, cultura, etnia para poder compreender a dimensão da infância
O texto mostra que há dois períodos na evolução da infância, "o das imagens da "criança pré-sociológica e o das imagens da "criança sociológica". A distinção decorre do fato de, no primeiro período, o trabalho de "imaginação" social da criança considerar o sujeito infantil como uma entidade singular abstrata, analisada não apenas sem recurso à ideia da infância como categoria social de pertença mas com exclusão do próprio contexto social. enquanto produtor de condições de existência e de formação simbólica. As imagens da "criança sociológica" são produções contemporâneas e resultam de um juízo interpretativo das crianças a partir das propostas teóricas das ciências sociais. Constituem, de fato processos de reinterpretação das representações anteriormente formuladas, com revisão do seu fundamento pela compreensão da categoria".
O texto relata que durante a industrialização as crianças eram exploradas nas fábricas, prestando ali um trabalho infantil e que atualmente existem Ongs, Órgãos que combatem o trabalho infantil, e que pela lei também é crime. Mostra que as condições sociais não são favoráveis para todas as crianças, pois a desigualdade social é bem visível, onde nem todas tem saúde, cultura escrita, habitação, etc, mas mostra que a educação ainda é a melhor forma de integração e transformação social.
HISTÓRIA SOCIAL DA CRIANÇA
SENTIMENTOS DA INFÂNCIA
COMENTÁRIO
O texto apresenta que na idade medieval não havia um sentimento de infância, ou seja não havia uma preocupação com a particularidade da criança, onde não existia a distinção entre a criança e o adulto ou mesmo do jovem. Esse sentimento não significava afeição pelas crianças, mas estava ligado a compreensão de que a criança precisava ser tratada diferente do adulto.
O texto relata também que quando a criança mesmo sendo pequena tinha condição de independência da sua mãe ou da ama ela passava a participar de todas as atividades existentes na sociedade, como trabalho, armas jogos, brincadeiras, festas, participando assim juntamente com os adultos.
Pode-se observar que no texto as famílias quando tinham filhos adultos e crianças, só eram contados os adultos, pois era comum as crianças morrerem facilmente.
Já no século XIV UMA TENDÊNCIA PASSOU A VALORIZAR MAIS UM POUCO A CRIANÇA ATRAVÉS DA RELIGIÃO, do poético familiar, sendo assim nos séculos XVI e XVII foi atribuído as crianças mais particularidade criando-se um traje específico para elas, o que até então não existia, pois elas vestiam-se igual aos adultos.
Com o passar do tempo passou-se a paparicação que era um sentimento onde os pais, os cuidadores de crianças passaram a demonstrar carinhos pelas crianças dando-lhes mimos, brincando, contando histórias e dando gargalhadas com as gracinhas feitas pelas crianças.
Já os moralistas e os educadores tinham o sentimento de se preocuparem com a educação e com a disciplina dessas crianças. Logo esse sentimento chegou também as famílias.
Assim a vida escolar na idade medieval não separava a aprendizagem das crianças da aprendizagem dos adultos, pois ambos aprendiam juntos sem distinção do ensino.
Finalmente com o novo sentimento de infância houve uma separação entre o ensino prestado as crianças e o dos adultos, ou seja, um ensino mais voltado para as crianças.
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