segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

COMENTÁRIO INVISIBILIDADE HISTÓRICA O texto apresenta que o interesse histórico pela infância é recente, pois o sentimento de infância só veio aparecer em meados da era moderna. São encontradas apenas referências autobiográficas sobre a infância no olhar crítico do adulto registradas em testamentos, diários, documentos funerários e em evocações novelísticas relatam a presença de crianças em épocas passadas. O que caracterizava a criança como a margem da sociedade. O texto relata que existiam concepções presentes na ausência da consciência da infância, durante a idade média e pré-moderna que foram alteradas com o capitalismo, criação da escola pública, crise teocêntrica, advento do racionalismo. Assim na idade moderna a consciência da infância passou a entender a criança não como um ser imperfeito, incompleto, miniatura do adulto, mas sim como uma fase própria do desenvolvimento humano. Observa-se que surgiram várias concepções em relação a criança, pois comprovou-se que a cultura molda a criança, não havendo uma natureza universal para a criança. Assim precisa-se valorizar a heterogeneidade, religião, cultura, etnia para poder compreender a dimensão da infância O texto mostra que há dois períodos na evolução da infância, "o das imagens da "criança pré-sociológica e o das imagens da "criança sociológica". A distinção decorre do fato de, no primeiro período, o trabalho de "imaginação" social da criança considerar o sujeito infantil como uma entidade singular abstrata, analisada não apenas sem recurso à ideia da infância como categoria social de pertença mas com exclusão do próprio contexto social. enquanto produtor de condições de existência e de formação simbólica. As imagens da "criança sociológica" são produções contemporâneas e resultam de um juízo interpretativo das crianças a partir das propostas teóricas das ciências sociais. Constituem, de fato processos de reinterpretação das representações anteriormente formuladas, com revisão do seu fundamento pela compreensão da categoria". O texto relata que durante a industrialização as crianças eram exploradas nas fábricas, prestando ali um trabalho infantil e que atualmente existem Ongs, Órgãos que combatem o trabalho infantil, e que pela lei também é crime. Mostra que as condições sociais não são favoráveis para todas as crianças, pois a desigualdade social é bem visível, onde nem todas tem saúde, cultura escrita, habitação, etc, mas mostra que a educação ainda é a melhor forma de integração e transformação social.

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