segunda-feira, 21 de outubro de 2019
RESENHA
RAMOS, Rossana. Na minha escola todo mundo é igual. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2005. Rossana Ramos nasceu no Paraná, é doutoranda pela PUC/SP na área de língua portuguesa, professora universitária e diretora da escola Viva de Cotia, é escritora e professora de desenho. Com base na teoria construtivista implantou em sua escola um projeto que visa á formação de crianças e adolescentes capazes de construir conhecimento, independentemente do rótulo que tenham, ou seja, respeitando as mais variadas formas e tempos de aprendizagem. Resenhada por Joanna Katiuscia Gomes.
O livro de Rossana Ramos é resultado poético de uma experiência vivida numa escola em que realmente todo mundo é igual, apesar das diferenças. É o anúncio de uma nova concepção: a educação inclusiva. O livro contém também várias ilustrações que representam crianças de diversas etnias, culturas, com diferentes deficiências, mas que estão sempre desenvolvendo atividades variadas uns com os outros. O livro apresenta também alguns versos que expressam estas situações.
A autora apresenta através dos versos que cada um tem o seu jeito e isso não faz diferença o importante é viver. Tem uns que não tem braço, mas não os impedem de participar dos jogos. Tem aqueles que não escutam, mas são capazes de dançar. Existem os que não falam, mas expressam através dos gestos as suas vontades e fazem sucesso com as garotas. Há aqueles que não andam e usam cadeira de rodas, mas assim mesmo conseguem jogar e dançar e andam sempre na moda.
Rossana Ramos mostra também que há uma com síndrome de down que mesmo com dificuldades é prestativa e sempre ajuda os outros. Existe o autista, que mesmo em seu mundo ainda divide o lanche com os colegas. Tem uma que não enxerga, mas conhece todos pelo perfume.
A autora relata que existem crianças gordas, magras, altas, baixas, ricas e pobres, mas que todos são importantes como prata, ouro e cobre. Tem gente que aprende depressa e outros demoram um pouco, mas não tem diferença, pois um ajuda o outro. Tem professor bem velhinho, mas que não se aborrece, pois o tempo lhe ensinou que o que é bom não se esquece.
Rossana Ramos apresenta que tem branco, negro, japonês, estrangeiro e de vários outros estados e regiões, mas não faz diferença, pois o que importa não é o que vem de nascença. Tem aquele que gosta do outro igual, mas não tem diferença, o importante é ser legal. Apresenta também que nessa escola não tem perfeição, mas tem carinho e atenção, e que é importante entender direito e deixar o tal do preconceito.
Enfim uma escola inclusiva não ver diferenças e nem tem preconceitos com seus alunos, mas respeita e trabalha em função do desenvolvimento das potencialidades de cada aluno, dando-lhes carinho e atenção, isso não é sinônimo de perfeição, mas é igual à verdadeira inclusão.
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