segunda-feira, 21 de outubro de 2019

SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO

O autor Alberto Tosi Rodrigues relata no capítulo V de seu livro Sociologia Da Educação sobre as três visões sobre o processo educacional no século XX. Onde apresenta uma linguagem simples e compreensiva de uma sociologia da educação englobando as ideias do sociólogo francês Pierre Bourdieu, do líder comunista, intelectual, italiano Antônio Gramsci e do sociólogo Húngaro Karl Mannheim. Abordaremos as ideias de Gramsci e de Mannheim. O autor Rodrigues mostra que Gramsci nunca publicou obras em vida, mas deixou artigos e cadernos manuscritos enquanto esteve preso sob domínio do estado fascista italiano . Essas obras publicadas após sua morte representam fontes de valor filosófico, social e político de uma forma ímpa. Rodrigues mostra que Gramsci em sua concepção de uma reforma intelectual e moral atualizou as ideias de Marx, pois a visão Marxista era para uma sociedade com um capitalismo atrasado presente no século XIX. Gramsci relata a presença de um capitalismo avançado na primeira metade do século XX. Rodrigues apresenta que Gramsci faz uma distinção política entre o Oriente e Ocidente, onde no Oriente os países, estados, estruturas políticas concentram todo o poder e a sociedade civil é fraca e desorganizada não podendo se contrapor, a única solução é investir contra o estado. No Ocidente os países apresentam uma sociedade organizada capaz de dividir com o estado e com as estruturas políticas a administração da vida social. Tendo assim um capitalismo avançado, onde o poder está em vários segmentos. O autor Rodrigues relata que Gramsci em sua percepção nota que o poder político se utiliza da persuasão e do convencimento das pessoas para a conquista do poder ou hegemonia não se prendendo a força e nem se mostrando como temido mais sim como amado pelas pessoas. Gramsci diz que se o convencimento de um povo é a base para a concentração de poder então não basta acabar com a exploração econômica de uma classe pela outra nem com a apropriação privada dos meios de produção de riquezas,mas sim acabar com a apropriação privada e elitista do saber e da cultura. O autor Alberto Rodrigues mostra então que Gramsci sugere que haja a o fim da divisão entre intelectuais e pessoas simples, pois só os intelectuais ocupam setores da administração do estado, das estruturas sociais e políticas. O autor mostra que Gramsci afirma que para se eliminar as desigualdades e injustiças precisa-se passar por uma reforma intelectual e moral. Pois são os intelectuais que organizam a cultura e as questões sociais de uma determinada época conforme seus interesses. Assim tanto a classe dominante quanto a classe dominada possuem seus próprios intelectuais onde suas ideias competem entre si na luta pelo poder ou hegemonia constituindo assim cada classe seu bloco. O autor relata que Gramsci apresenta dois tipos de intelectuais o orgânico e o tradicional. O orgânico é aquele que está ligado a classe que ascende ao poder dando homogeneidade e coerência ao mundo interno que interessa a sociologia da educação. A burguesia e a classe dominante possuem seus próprios intelectuais que se utilizam da hegemonia, persuasão e do convencimento para fazer com que os dominados pensem com a cabeça da classe dominante. E por sua vez a classe dominada tem seus intelectuais que lutam contra a hegemonia. O outro intelectual é o tradicional que antes era formado pelo clero que estava ligado ao feudalismo, após a decadência desse regime esse tipo de intelectual continua atuando politicamente e de uma forma conservadora e ligado a classe dominante para expandir juntos as ideias de seu bloco no intuito de impor cultura e na luta pela hegemonia. O autor mostra que Gramsci afirma que todo intelectual passa pela escola. E Gramsci apresenta que há duas escolas, uma elitista que prepara os intelectuais especialistas com uma cultura geral e humanista que futuramente vem a trabalhar nessas escolas e outra escola que prepara o indivíduo para o trabalho manual não dando uma educação intelectual de qualidade. Rodrigues mostra que Gramsci apresenta sua visão de escola ideal, onde seria uma escola pública comum a todas as classes, unitária com ensino fundamental e médio que prepare para o trabalho manual e intelectual e só depois passaria a uma escola especializada no trabalho produtivo, uma escola que permitisse tanto a classe dominante quanto a dominada formar seus intelectuais para que a luta pela hegemonia não fosse ganha somente pela classe dominante. O autor apresenta então #Mannheim e a luz no fim do túnel. Para #Mannheim a sociologia deveria servir de embasamento teórico para educadores e educandos compreenderem a situação da educação moderna. Para ele as teorias servem para compreender o que as pessoas pensam sobre a sociedade e não de propor explicações. #Mannheim defendia uma democracia do bem está social dirigida racionalmente e governada por cientistas. O autor mostra que #Mannheim considera que o capitalismo mesmo gerando desigualdades possibilita que os jovens de classes inferiores venham ascender a elite, contribuindo para que a cultura #seje formada pelas características de várias camadas sociais, o que é importante para o processo educacional permitindo a intercomunicação entre elas. Para #Mannheim a sociologia da educação deve servir de base a pedagogia, pois pode explicar as contribuições culturais que cada camada social traz ao processo educacional e que a democracia moderna abre ao homem novos horizontes e o fim da divisão política em blocos que não satisfazem a construção de um homem mais solidário, completo e com visão de projetos educacionais mais qualificados. A leitura destas ideias de #Gramsci e #Mannheim apresentadas por Rodrigues possibilita ao leitor conhecer a evolução do processo educacional através da sociologia da educação como uma disciplina que ajuda a explicar as mudanças sociais ocorridas na educação, mostrando que a sociologia serve de apoio a pedagogia no estudo dessas transformações. Englobando assim a visão de uma escola nova que tenha qualidade no ensino intelectual sem elitização e sem exclusão das massas sociais e que a democracia possibilita a ascensão das classes inferiores as classes mais elevadas. Trazendo contribuições culturais ao processo educacional de diversas classes sociais.

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